Federação Columbófila Brasileira

Curiosidades


O pombo-comum, também conhecido como pombo-doméstico ou pombo-das-rochas (Columba livia), é uma ave membro da família Columbidae.

Verifica-se grande variação no padrão de cores desse animal, havendo exemplares brancos, marrons, manchados e acinzentados.

Há poucas diferenças visíveis entre machos e fêmeas. Sua plumagem é normalmente em tons de cinzento, mais claro nas asas que no peito e cabeça, com cauda riscada de negro e pescoço esverdeado. Caracterizam-se, em geral, pelos reflexos metálicos na plumagem, cabeça e pés pequenos, bicos com elevação na base e a ponta deste em forma de gancho.

O bico costuma ser negro, curto e fino, com 3,8 cm de comprimento médio.

Geralmente são monogâmicos, tendo dois filhotes por ninhada. Ambos os pais cuidam do filhote por um tempo. Seus habitats incluem vários ambientes abertos e semi-abertos.

Brechas entre rochas costumam ser usadas para se empoleirar e reproduzirem, quando na natureza.

Foi criado por asiáticos desde a antiguidade mais remota — há imagens que o representam, na Mesopotâmia, datadas de 4.500 a.C., e com o passar do tempo se estabeleceram ao redor do mundo, principalmente nas cidades, e atualmente a espécie é abundante. Atualmente são vistos como animais sinantrópicos.

Não há nenhum predador nas grandes cidades para este animal e sua reprodução é rápida, o que gera uma população cada vez crescente, um grave problema ambiental ao homem, já que abrigam alguns parasitas que podem ser nocivos à saúde humana.

Alguns achados arqueológicos indicam a existência do pombo 6.500 anos A. C.

O faraó Ramsés III deu a conhecer ao povo a sua subida ao trono através dos pombos-correio.

No Egipto anunciava-se a subida das águas do Nilo através dos pombos-correio.

No Império Persa, o correio aéreo baseado no serviço de mensagens através de pombos correio deu origem a um ramo da Administração Pública.

O Rei Salomão utilizava exclusivamente pombos correio na transmissão das suas ordens aos governadores das províncias do seu vasto Império.

As vitórias nos Jogos Olímpicos eram dadas a conhecer através dos pombos-correio.

Os romanos, no período da ocupação da Gália, faziam chegar as noticias a Roma, por meio de uma série de pombais escalonados até àquela capital.

Em 1288, no Cairo, eram empregados 1900 pombos-correio no serviço postal regular.

O Sultão Nur-Eddin (séc. XII) criou um serviço postal por pombos-correio entre Bagdad e todas as cidades do seu Império.

Joinville, nas “Crónicas” relata o relevante papel protagonizado pelos pombos-correio durante as Cruzadas à Terra Santa.

Na Idade Média só aos senhores feudais e ao clero era autorizado a criação e detenção de pombos correio. Este “droit de colombier” apenas foi abolido com a Revolução Francesa, em 4 de Agosto de 1789.

Em 1815, a primeira notícia recebida em Londres, a anunciar a derrota de Napoleão em Waterloo, foi transmitida por um pombo correio. Antes, porém, da chegada deste pombo mensageiro, já o Ministério da Guerra londrino recebera pelo telégrafo de Chappe, um telegrama incompleto que dizia “Wellington defeated …”, esta notícia causou o pânico na opinião pública e a bolsa entrou em queda livre. Rothschild, que utilizava regularmente os pombos correio nos seus negócios, tinha alguns deles na zona de combate: enquanto o Ministério carpia a “derrota”, o banqueiro adquiriu na Bolsa, por valores irrisórios, todos os títulos e ações ali transacionados.

Cerca do ano de 1900, a empresa francesa Compagnie Général Transatlantique recebia noticias dos seus navios através de uma rede organizada de pombos correio (os pombos voavam distâncias superiores a 300 Km sobre o mar).

Na 1ª Guerra Mundial, mais de 30.000 pombos foram utilizados nas frentes de combate, sobressaindo o episódio do forte de Vaux e a história da heróica batalha de Verdun;

A Alemanha reconhecendo o perigo, ordenou o extermínio dos pombos-correio nas regiões ocupadas.

Na 2ª Guerra Mundial assistiu-se ao êxito das mensagens aladas sempre que as comunicações via rádio eram interceptadas ou perturbadas pelos adversários.

Em 1948, o governo português concedeu o Estatuto de Utilidade Pública ao pombo correio.

Na década de 50, na Argentina, cerca de 60.000 pombos ainda serviam como meio de comunicação postal.

A Suíça desmobilizou os pombos correio já na década de 90.

A columbofilia continua, em diversos países, agora que o Mundo parece encaminhar-se para uma paz duradoura e face ao aparecimento das novas tecnologias de comunicação, o pombo correio tem a sua verdadeira dimensão na área desportiva.

A Federação Columbófila Internacional, sediada em Halle, aglutina cerca de 60 países de todos os Continentes.

Portugal ocupa um lugar de destaque nesta organização.

A columbofilia é, em Portugal, o segundo desporto mais praticado (logo a seguir ao futebol). … Cerca de 20.000 associados, 750 clubes e 14 Associações Distritais / Regionais dão corpo à estrutura columbófila nacional.

A Federação tem registados cerca de 4.500.000 pombos-correio. Portugal é bi-campeão Olímpico em columbofilia.

No triénio 1997-1999, Portugal organizou, com assinalável sucesso, três Campeonatos do Mundo, 3 Campeonatos Latino Americanos e um Campeonato da Europa.

A alimentação destes atletas é especialmente concebida tendo em conta o seu dispêndio de energia e é composta por mais de 25 diferentes tipos de sementes, suplementos energéticos e vitaminicos.

Grandes figuras do desporto português (José Torres, Bento, Chalana…) adoptaram a columbofilia como seu principal hobby.

Eminentes cientistas como o Prof. Dr. Rodrigues Branco (medicina núclear) são columbófilos.

O Dr. Mariano Palacios (ex-embaixador do México em Portugal e actual Ministro do Trabalho no seu país) é um grande columbófilo, teve instalado na residência oficial, em Lisboa, um pombal.

No Brasil estima-se uma população de aproximadamente 200 mil pombos correios, um paixão que vem crescendo cada vez mais em todos os Estados brasileiros.

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